A próxima emergência começa antes da próxima emergência - Escola Aberta do 3º Setor

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“Durante uma emergência climática, as organizações da sociedade civil passam a ser vistas por muito mais gente.

“Foi assim nas enchentes do Rio Grande do Sul, em 2024. Pessoas que nunca tinham ouvido falar de determinadas organizações passaram a acompanhá-las, compartilhar seus conteúdos e fazer doações. A pesquisa que desenvolvi no mestrado mostrou como esse aumento de atenção acontece rapidamente e também como pode desaparecer quando a emergência deixa de ocupar as redes.

“Isso me fez pensar que existe uma janela importante antes da próxima crise. Não para prever quando ela acontecerá, mas para preparar as organizações para o momento em que milhares de pessoas estarão procurando quem pode ajudar.

“A primeira preparação é institucional. Se uma organização atua em um território exposto a riscos climáticos, comunicação, captação e relacionamento com doadores não deveriam começar quando a água sobe. Ter um plano mínimo, com responsabilidades definidas, canais prioritários e mensagens-chave, reduz a necessidade de tomar todas essas decisões no meio do caos.

“A segunda é tecnológica. Durante uma emergência, administrar manualmente centenas ou milhares de pequenas doações pode consumir uma equipe que já está sobrecarregada com a operação. Ter uma estrutura que permita receber doações, organizar dados, automatizar recorrências e prestar contas não resolve o problema sozinho, mas cria condições para que a organização consiga cuidar também da relação com quem está apoiando.

“A terceira é a comunicação.(…)”

 

Trecho de artigo produzido por Carolina Farias, mestre em comunicação digital e cultura de dados, e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação. Para ler na íntegra, clique aqui.