Não adianta falar de doação sem valorizar quem faz captação de recursos - Escola Aberta do 3º Setor

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você concorda e aceita nossa Política de Privacidade.

Se preferir, informe quais cookies você permite utilizarmos clicando aqui.

Política de Cookies

Cookies são arquivos que auxiliam no reconhecimento do seu acesso ao site. Para personalizar e melhorar sua experiência, sugerir conteúdos de acordo com seu perfil, e facilitando a navegação de forma segura. Abaixo, temos a descrição de quais são os tipos de Cookies que usamos . Caso tenha dúvidas, acesse a nossa Política de Privacidade.

Tipos de Cookies que usamos

Essenciais

Estes cookies são imprescindíveis para a operação do site. A opção de usá-los vem selecionada por padrão, pois sem eles, a navegação fica comprometida e você não consegue aproveitar algumas funcionalidades básicas que o nosso site oferece.

Escola Aberta do Terceiro Setor

Cursos

Notícias

Link copiado para área de transferência

Para fazer essa ação você precisar estar logado na plataforma.

Por Regina Helou

Nos últimos anos, o Brasil avançou muito nas discussões sobre ESG, impacto social, filantropia e cultura de doação. Mas existe uma pergunta que ainda fazemos pouco: quem sustenta tudo isso no dia a dia?

Porque nenhuma causa sobrevive apenas de boas intenções. Impacto social precisa de continuidade. E continuidade exige sustentabilidade financeira.
E é exatamente aí que entra uma profissão ainda pouco reconhecida no Brasil: a profissão do captador de recursos. E sim, ela existe.

Hoje, o Terceiro Setor brasileiro reúne mais de 800 mil organizações sociais, representa cerca de 4% do PIB nacional e movimenta bilhões de reais todos os anos na economia. Além disso, emprega milhões de pessoas direta e indiretamente e movimenta cadeias inteiras como saúde, educação, cultura, assistência social, comunicação, tecnologia, alimentação, logística, meio ambiente e eventos. Ou seja: não estamos falando apenas de filantropia. Estamos falando de uma enorme engrenagem econômica, humana e social. E para que tudo isso continue existindo, existe um profissional que ainda permanece pouco visível: o captador de recursos.

Neste ano, estou realizando um evento para celebrar esses profissionais. O evento encerrará o Festival da ABCR — Associação Brasileira de Captadores de Recursos — considerado um dos maiores encontros de captação de recursos da América Latina, reunindo mais de de 1.200 profissionais de todo o Brasil.

Profissionais que trabalham diariamente para garantir sustentabilidade às organizações sociais e continuidade ao impacto social.
Porque captar recursos não é “pedir ajuda”. Captação é estratégia, gestão, relacionamento, comunicação, reputação e visão de longo prazo.

Um bom captador não vende sofrimento. Ele traduz impacto, conecta propósito a investimento social e cria pontes entre quem quer transformar e quem precisa de transformação.

Há mais de 25 anos atuo com eventos e captação de recursos no terceiro setor e sempre me chamou atenção como celebramos os grandes doadores — o que é legítimo e importante — mas pouco reconhecemos os profissionais que constroem a sustentação dessas causas. Pouca gente vê o trabalho invisível por trás disso tudo: projetos, reuniões, campanhas, eventos, editais, construção de relacionamento, prestação de contas, estratégia e a pressão diária para que o impacto continue acontecendo.

Porque por trás de toda organização social que permanece viva existe alguém sustentando sua continuidade. Existe alguém articulando, planejando, mobilizando e conectando. Existe um captador de recursos. E talvez esteja aí uma das causas mais importantes do terceiro setor hoje: valorizar os profissionais que garantem que todas as outras causas continuem existindo.

Fica a reflexão.

 

Texto produzido por Regina Helou. Professora, palestrante e mentora, compartilha conhecimento sobre captação de recursos, eventos estratégicos e longevidade junto a instituições, organizações e lideranças do setor. Sócia fundadora e conselheira do Instituto Velho Amigo desde 1999.