Cultura de Doação no Brasil e as Diretrizes do MCD - Escola Aberta do 3º Setor

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Lacunas analíticas, tensões estruturais e, por que não, uma agenda de pesquisa.

 

“O Movimento por uma Cultura de Doação (MCD), formulador de diretrizes orientadoras para o fortalecimento da filantropia e do investimento social privado tem contribuído significativamente para expansão das gramáticas sobre o tema, nos mais recentes quinze anos.

“Contudo, as produções, tanto acadêmicas quanto técnicas parece que ainda se concentram predominantemente em dimensões institucionais, econômicas e normativas, apresentando lacunas relevantes nas dimensões culturais, subjetivas, políticas e tecnológicas da doação.

“Há fricções pouco tratadas e algumas profundidades ainda não suficientemente exploradas nas intersecções entre as Sociedades Civis, os Mercados e as diversas faces do Estado: União, federação, subnacionais etc.).

“Sem a menor pretensão de ser exaustivo, listam-se aqui algumas pinceladas, esboços de identificações e breves notas críticas sobre essas lacunas, articulando contribuições teóricas nacionais e internacionais. Parece não haver dúvida quanto à necessidade de ampliação do campo analítico para incorporar fatores como subjetividade do doador, desigualdades estruturais típicas das sociedades brasileiras, dinâmicas de poder, práticas periféricas e novíssimas transformações digitais, para o aprofundamento do tema no contexto brasileiro.

“O fortalecimento da cultura de doação no Brasil tem sido impulsionado por iniciativas como aquelas desenvolvidas pelo Movimento por uma Cultura de Doação (MCD), que estabeleceu diretrizes voltadas à ampliação da prática de doar, ao fortalecimento da confiança e à promoção da transparência no campo da sociedade civil (MCD, 2020).(…)”

 

Trecho de artigo produzido por Zeca Teodoro, cientista social, doutorando em Ciência Política e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação. Para ler na íntegra, clique aqui.