Como queremos monitorar os sonhos que temos para melhorar o mundo? - Escola Aberta do 3º Setor

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“Quando me pego falando com quem está dando o primeiro passo na busca por mobilização de recursos, me ouço repetir a importância da narrativa: Qual problema você quer resolver? E qual será o impacto? Que resultado a organização irá entregar? Medir o impacto e apresentar indicadores de resultados é muitas vezes um dos principais fatores para conseguir ou não uma doação ou financiamento. No entanto, em diferentes fóruns sobre cultura de doação, não é raro nos depararmos com questionamentos sobre o quão difícil é, nos tempos de hoje, conseguir mobilizar recursos para organizações que ainda estão se estruturando, que são menores ou ainda pouco instrumentalizadas. E um dos principais instrumentos que fazem falta está relacionado à forma como a organização mede seu impacto. Eu sou uma grande fã de um vídeo do TEDX sobre OKRs (tão corporativo quanto elucidativo), que fala da importância de escolhermos os objetivos e resultados corretos para a gestão de um projeto ou uma organização. E foi essa mistura de informações não tão coesas que me instigaram a escrever este texto que começa com uma provocação: quando falamos sobre medir impacto, temos clareza sobre exatamente o que deveríamos monitorar para ter certeza de que estamos chegando lá?

 

“Eu sempre me considerei uma entusiasta de processos de planejamento que começam pelo começo (algo nem sempre comum no setor privado ou no terceiro setor), pela definição de uma visão. Uma visão clara, assertiva e que represente exatamente onde queremos chegar. Definir uma visão para organizações que buscam impacto socioambiental poderia ser uma delícia, mas é, na maioria das vezes, um processo exaustivo. Uma das grandes dores quando sonhamos em mudar o mundo é essa sensação persistente de que efetivamente tudo poderia mudar para melhor, e a nossa energia seria de fato bem investida se conseguíssemos recursos e pessoas o suficiente para fazer tudo. Mas tudo é muita coisa, e por isso, todo sonho de mudança, para ser bem sonhado, deveria começar com uma boa escolha. Felizmente, existem boas metodologias para que não precisemos dar estes passos sozinhos e começando do zero, eu sempre indico os recursos do Mobilisation Lab, que combinam design thinking com impacto social. (…)”

 

Artigo produzido por Heloísa Garcia da Mota, engenheira ambiental, comunicadora e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação. Para ler na íntegra, clique aqui.