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Ter uma equipe engajada com a causa não é suficiente para que uma organização social atinja seus objetivos: é preciso também geri-la de forma estruturada, com políticas e planos de desenvolvimento voltados para as pessoas. É esse o argumento central da aula gratuita “Introdução Sobre Gestão de Pessoas no Terceiro Setor”, ministrada pela graduada em Comunicação Social e MBA em Gestão de Negócios Juliana Bussamra na plataforma Escola Aberta do Terceiro Setor (EAT). Criada para promover a filantropia e a profissionalização de organizações da sociedade civil no Brasil, a EAT oferece formação gratuita para gestores, colaboradores e voluntários do setor.
Recursos humanos como ativo estratégico
Segundo o conteúdo da aula, os recursos humanos estão entre os ativos mais valiosos de qualquer ONG, influenciando diretamente a qualidade dos programas, a eficiência operacional e a sustentabilidade das organizações no longo prazo. Como costumam operar com recursos limitados, atrair, desenvolver e reter equipes talentosas se torna um desafio ainda mais crítico — o que exige conhecimento estratégico de gestão de pessoas, adaptado às necessidades específicas de organizações humanitárias e de desenvolvimento.
Entre os principais desafios apontados estão a aquisição de talentos, a retenção de equipe, a gestão de desempenho, o planejamento de sucessão e a conformidade com normas trabalhistas. Sistemas de RH bem estruturados, explica Bussamra, são fundamentais para manter a estabilidade organizacional e assegurar que as equipes permaneçam motivadas e produtivas diante de um contexto de trabalho em constante transformação.
Um papel que vai além do administrativo
A gestão de pessoas em ONGs não se limita a funções administrativas: também cumpre papel estratégico no desenvolvimento organizacional, contribuindo para o planejamento de força de trabalho, iniciativas de liderança, diversidade e inclusão, e transformação da cultura interna. Em organizações que atuam com equipes multiculturais e em contextos desafiadores, os profissionais de RH também precisam lidar com bem-estar, segurança e prevenção de burnout.
Para colocar esses conceitos em prática, a aula utiliza estudos de caso, simulações e exercícios interativos, com o objetivo de fortalecer a capacidade institucional das organizações e ajudá-las a construir ambientes de trabalho mais produtivos.
Conectar objetivos individuais e institucionais
Um dos principais benefícios da gestão de pessoas, segundo Bussamra, é manter o time alinhado ao propósito da organização. Quando o objetivo maior se perde na rotina, os profissionais tendem a sentir frustração e desconexão — o que pode resultar em baixo desempenho e metas não alcançadas. A gestão de recursos humanos ajuda a evitar esse cenário ao incorporar o estabelecimento de metas aos processos de avaliação, conectando as entregas individuais aos objetivos gerais da instituição e fortalecendo uma cultura de transparência e responsabilidade coletiva.
Para saber mais sobre o curso, acesse aqui.
(Redação ONG News)