As raízes invisíveis da confiança - Escola Aberta do 3º Setor

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“Dias atrás Joana Mortari, uma das cofundadoras do Movimento por uma Cultura de Doação, MCD, compartilhou um vídeo da Folha de São Paulo sobre confiança. Nele, a terapeuta Esther Perel resumiu algo simples, mas incômodo: confiar é conseguir viver com o que não se sabe. Fazendo referência à pesquisadora Rachel Botsman, que estuda confiança, ela a descreve como um engajamento ativo com o desconhecido, não uma garantia. Nesse contexto, quando alguém sente que precisa saber não está mais confiando, estaria vigiando, controlando. E isso não constrói confiança. Confiar, para as duas, não é eliminar a incerteza, é decidir agir mesmo com ela.

“Fico pensando em como essas ideias se aplicam à cultura de doação quando para mobilizar recursos para mudanças estruturais. É praxe do terceiro setor defender a transparência para a construção de confiança. Concordo muito com essa prática, mas colocamos tantos outros fatores na conta da “transparência”. Muitas vezes seria mesmo necessário agir com coragem em meio a incerteza.

“Pode ser mais custoso, mas é aí que vemos a diferença, profunda e estrutural, que fazem os projetos que organicamente, ainda que consciente, dedicam tempo antes de agir. Mesmo na insegurança de se lançar ao desconhecido, essa relação entre as partes floresce revelando transformações que se sustentam ao longo do tempo. São aqueles projetos que dedicam tempo em processos de escuta, construção coletiva, colaboração entre diferentes atores. “Não só com reuniões, mas também visitas a campo, por exemplo. (…)”

Trecho de artigo produzido por Sarah Siqueira, economista, fundadora e diretora executiva da organização Rampa e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação desde 2021. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.