Arte urbana das periferias ganha destaque no centro de São Paulo - Escola Aberta do 3º Setor

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Instituído pela Lei Municipal nº 13.903/2004, o Dia do Graffiti é celebrado em São Paulo como reconhecimento à relevância cultural, estética e política dessa expressão artística. Neste ano, a data, comemorada em 27 de março, mobiliza uma programação gratuita no centro da cidade, com destaque para a exposição “Grafiteira Pela Vida das Mulheres”, do coletivo Mulheres Urbanas, realizada na sede da Ação Educativa, que apoia a iniciativa e acolhe a mostra.

Aberta ao público a partir das 17h, a exposição reúne obras que transitam entre o manifesto político e a expressão sensível, abordando temas como autonomia, identidade, violência e liberdade. Em comum, os trabalhos apresentam uma leitura crítica da cidade, ao mesmo tempo em que afirmam a presença e o protagonismo feminino nas ruas e nos circuitos artísticos.  

As obras dialogam com experiências urbanas diversas e revelam, por meio de cores intensas e composições marcantes, a força coletiva de mulheres que transformam seus territórios. Em uma das produções, a figura feminina surge altiva, reafirmando sua identidade diante de limites impostos pelo preconceito. Em outra, a reflexão recai sobre o direito ao espaço, ao lazer e à produção artística como dimensões fundamentais para uma vida livre de violências. Já em uma terceira, a mulher aparece como protagonista de processos de transformação social, evocando conexões entre periferia, quilombo e cidade.

O coletivo Mulheres Urbanas foi formado em 2017, com o objetivo de produzir e difundir a arte urbana independente, com foco no fortalecimento das ações realizadas por mulheres das periferias de São Paulo. O grupo articula temas diretamente relacionados às suas vivências e reivindica maior participação no campo das expressões artísticas. Sua atuação se dá por meio do graffiti, da realização de oficinas culturais, da ocupação das ruas e da articulação com outros coletivos, promovendo a ampliação da presença feminina e de dissidências de gênero na cena urbana.

Ao longo dos anos, a Ação Educativa  tem reunido coletivos, artistas e público em diferentes territórios da cidade, promovendo intervenções, encontros e exposições que ampliam o acesso à arte urbana e celebram a data. Nesse contexto, iniciativas como a mostra do coletivo Mulheres Urbanas contribuem para consolidar o graffiti como linguagem fundamental da cultura contemporânea, ao mesmo tempo em que evidenciam vozes historicamente invisibilizadas dentro dessa cena.

A data também marca a inauguração das novas intervenções artísticas no hall de entrada do Espaço Periferia no Centro, que passam a integrar o ambiente durante o ano de 2026 e reforçam o compromisso da Ação Educativa com a valorização da arte urbana produzida nas periferias. A mostra apresentada no hall de entrada do espaço é curada por Ju Costa, grafiteira, professora e integrante da Rede M.A.Na.S e do espaço LabCasa Cultural, que atua há quase duas décadas na zona leste de São Paulo com projetos culturais, educacionais e de sustentabilidade. Já a exposição localizada no primeiro andar é assinada coletivamente pelo próprio grupo Mulheres Urbanas, reafirmando o caráter colaborativo da iniciativa e o protagonismo das artistas na construção da narrativa da mostra.

De acordo com Fernanda Nascimento, coordenadora de cultura da Ação Educativa, a iniciativa reforça o compromisso histórico da organização com a valorização da cultura periférica: “Desde 2004, a Ação Educativa atua na construção do Dia do Graffiti como um espaço de reconhecimento dessa linguagem artística. É fundamental garantir que esses artistas tenham visibilidade e acesso a espaços institucionais, sem perder a conexão com seus territórios de origem”.

A programação do Dia do Graffiti inclui ainda a abertura da exposição “Suporte Indomável”, no Centro MariAntonia da USP, às 18h. A mostra coletiva com curadoria de Soberana Ziza e André Firmiano reúne artistas de diferentes gerações que expandem o graffiti para outros suportes e linguagens visuais, propondo um diálogo entre tradição, experimentação e contemporaneidade, e reafirmando a força estética e social da arte urbana brasileira.

A mostra conta com a participação dos seguintes artistas: Bianca Foratori, Carolina  Itzá, CENA7, EsBomGaroto, Felipe Risada, Icone k, Juliana Marachlian, Laís Da Lama, Lau Guimarães, Luiz 83, Mes3, NEGRO M.I.A, Nenesurreal, Nobru  CZ/SPPARIS, Robinho Santana e Simone Siss.

Para Ana Castro, professora da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design (FAU) da USP e ex-diretora do Centro MariAntonia, “as mostras Suporte Indomável e Grafiteiras pela Vida das Mulheres, sediadas no Maria Antonia e na Ação Educativa, reafirmam uma parceria de 25 anos entre as duas instituições. Para este centro cultural, em especial, realizar a exposição com a curadoria de Soberana Ziza e André Firmiano reforça um trabalho que vem sendo feito no sentido de aproximar a universidade das periferias, desde a mostra São Mateus move o Centro (2023), reconhecendo a presença e a importância dessa produção na cena cultural contemporânea”.

Para Eleilson Leite, idealizador da ação, o fortalecimento dessas iniciativas é essencial para o reconhecimento da arte urbana como parte integrante da cultura brasileira: “O graffiti é uma das expressões mais fortes da cultura urbana no país, porque traduz vivências, conflitos e memórias das periferias. Quando essas produções ocupam espaços institucionais sem perder sua essência, ampliam o diálogo com a sociedade e reafirmam o direito à cidade como um direito coletivo”.

Serviço

Exposição “Mulheres Urbanas”
Abertura: 27 de março de 2026
Horário: a partir das 17h 
Local: Espaço Cultural Periferia no Centro – Ação Educativa (Rua General Jardim, 660)
Entrada gratuita

Exposição “Suporte indomável – Dia do Graffiti”
Abertura: 27 de março de 2026, às 18h 
Local: Centro MariAntonia da USP
Período de visitação: 27 de março a 26 de julho de 2026
Horário de visitação: terça a domingo, e feriados, das 10h às 18h
Entrada gratuita 

Programação completa

“Mulheres Urbanas” – Ação Educativa (27/03)

● Abertura da exposição com obras de artistas do graffiti feminino

● Produções que abordam identidade, território, direitos e liberdade

● Linguagens visuais marcadas por estética urbana contemporânea e dimensão política

● Encontro entre artistas, coletivos e público

“Suporte indomável” – Centro MariAntonia da USP (27/03 a 26/07)

● Curadoria: André Firmiano e Soberana Ziza

● Artistas: Bianca Foratori; Carolina Itzá; CENA7; EsBomGaroto; Felipe Risada; Icone K; Juliana Marachlian; Laís Da Lama; Lau Guimarães; Luiz 83; Mes3; NEGRO M.I.A; Nenesurreal; Nobru CZ/SPPARIS; Robinho Santana; Simone Siss

● Exposição coletiva com artistas oriundos do graffiti e da arte de rua

● Diálogo entre gerações e linguagens visuais

● Obras que transitam entre pintura, muralismo, colagem e experimentações contemporâneas

● Reflexões sobre identidade, memória, tecnologia e coletividade

(Assessoria de Imprensa)