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“Nos últimos dois anos, grande parte do terceiro setor do Brasil parou, ou melhor dizendo, se movimentou, para falar de clima. Com a expectativa da chegada da COP30 em Belém, a primeira COP em anos num país democrático acontecendo na Amazônia, um dos maiores símbolos da proteção e conservação ambiental do mundo, a pauta climática finalmente encontrou espaço para se conectar com inúmeras outras pautas sociais e econômicas, inspirando ambiciosas agendas de ações (agendas estas que foram um dos maiores legados da presidência brasileira para a Conferência das Partes).
“Do meu lado, o clima sempre foi uma pauta direcionadora da minha carreira. Em 2007, em meu primeiro emprego, eu aprendi sobre economia e instrumentos financeiros, e também indicadores de sustentabilidade, para trabalhar com um embrionário mercado de carbono que começava a aparecer no Brasil, e daí em diante, a conexão de pautas climáticas com finanças nunca deixou de fazer parte das minhas discussões. E é nessa toada que escrevo este texto para o Movimento por uma Cultura de Doação, para falar de como a evolução da pauta de finanças climáticas e investimento de impacto podem conectar filantropia, mercados e até doações pessoas físicas, e quem sabe, contar novas histórias que possam desconstruir alguns paradigmas sobre doações e filantropia no Brasil, e no mundo.
“Já em alguns artigos que lemos aqui neste canal vemos como eventos climáticos extremos foram impulsionadores de grandes volumes de doações no Brasil, como por exemplo, a tragédia do Rio Grande do Sul. Hoje, inclusive, na discussão sobre adaptação e financiamento climático, vemos vários editais disponibilizando recursos para melhor compreensão de como municípios, estados e organizações podem acessar recursos de diferentes tipos de fundos para não apenas reconstrução pós eventos climáticos, mas também para mitigação e implementação de ações que possam reduzir os prejuízos ou até evitá-los.
“E sim, existem inúmeros instrumentos para financiamento climático no Brasil e no mundo, desde linhas verdes do BNDES (como o Fundo Clima, mas não apenas) até o Green Climate Fund da UNFCCC. Ainda assim, o ecossistema provoca a busca de instrumentos inovadores para garantirmos impacto e transformações sistêmicas necessárias, e, grande parte das vezes, o termo blended finance vem à tona e a inovação está justamente na combinação de fontes de capital filantrópico atuando como capital catalítico em mecanismos que reduzem os riscos para o mercado tradicional. Mas o que realmente chama atenção para além do conceito de blended finance é, ao ver o que funciona na prática, atentarmos para a possibilidade de conexão de atores, com diferentes papéis e com objetivos assertivos e compartilhados. (…)”