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“Sociólogo, pesquisador de mercados, amigo querido, ainda no século XX, ensinou, algo assim: “fundamental viajar nos números, explorar os números, entender os números, mergulhar nos números; mas, claro, nada de looping in mayonnaise”.
“Nessa atual quadra histórica é possível que estejamos diante do maior – absolutamente gigantesco e jamais acumulado – volume de dados e informações já organizados e disponíveis pela Humanidade. Para o caso brasileiro, há uma novíssima profusão de estatísticas para tratamento de carências e dados georreferenciados para populações vulneráveis, em todo o país, desde início do século XXI.
“Dito isso, parece haver um refrescante e poderoso conjunto de estatísticas brutas ou resultados de pesquisas recentes sobre o Brasil que pode ajudar no adensamento de interpretações mais robustas sobre cultura de doação e novos imbricamentos com políticas públicas, sem claro, cair nas armadilhas de que correlação não é (não implica em) causalidade.
“Primeiro suposto, antes dos números: as cinco diretrizes e a dinâmica de transformação social pretendida pelo MCD (supostamente) podem interagir e se retroalimentar de forma circular e cumulativa, orientando tendências estruturais já em curso ou a futuro. Assim, quanto mais exitosas as diretrizes, maiores seriam os resultados de construção de infraestrutura relacional de políticas públicas, como externalidades positivas resultantes dessas ações.
“Nesse arranjo, sempre em linha de continuidade com os expressivos resultados já alcançados pelo MCD, a prática donativa deixa de ser um ato exclusivamente privado para tornar-se um dispositivo de corresponsabilidade social, com amplos potenciais de: ampliação da capilaridade de determinadas políticas públicas; aceleração de respostas mais abrangentes em contextos emergenciais; produção de inovação e experimentação institucional (alianças mais ágeis entre Estado, Mercado e Sociedade Civil); além do reforço da legitimidade democrática por meio da ampliação da participação cidadã.(…)”