O futuro da comunicação deve ser pelo bem comum - Escola Aberta do 3º Setor

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“Há quem ainda veja a comunicação como uma ferramenta para “divulgar ações”. Mas, para quem atua com causas, ela precisa ir muito além disso. Comunicação é mobilização. É ponte entre dores invisibilizadas e soluções possíveis. É o que transforma números em rostos, projetos em pertencimento e iniciativas em movimento coletivo.

 

“Contar histórias de transformação social não é apenas emocionar. É sensibilizar empresas, governos e a sociedade para compreenderem que desenvolvimento econômico sem impacto humano não sustenta o futuro. Quando uma história é bem contada, ela gera conexão, engajamento e, principalmente, compromisso.

“O problema é que a comunicação de causas ainda é muito mal utilizada — e muitas vezes mal compreendida — até por profissionais que seguem desconectados da Agenda 2030 e dos desafios reais do nosso tempo. Ainda vemos discursos vazios, campanhas superficiais e narrativas que exploram vulnerabilidades sem gerar consciência ou mudança estrutural.

“Os alertas mais recentes do IX Relatório Luz da Sociedade Civil sobre a Agenda 2030 no Brasil, lançado em 2025 pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 — coalizão formada por dezenas de organizações, movimentos e instituições — reforçam exatamente isso: o Brasil segue acumulando metas dos ODS em retrocesso, ameaçadas ou estagnadas. O relatório evidencia ainda que, mesmo diante de alguns avanços, o ritmo ainda é insuficiente frente às desigualdades sociais, à crise climática e aos desafios estruturais do país. Isso mostra que o desafio não está apenas nos governos ou nas organizações sociais. Ele está posto para todos nós.

“Comunicar causas exige responsabilidade, escuta, estratégia e visão de futuro. Não basta dominar as técnicas de “storytelling”, aliás, recurso vendido por agência de comunicação que em seu modelo de negócio desrespeitam até direitos trabalhistas e humanos. É preciso entender territórios, pessoas, indicadores sociais, sustentabilidade, direitos humanos e impacto coletivo.(…)”

 

Texto produzido por Élida Ramirez, jornalista, especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem pela PUC Minas, mestre em cinema documentário pela Universidad del Cine (AR), diretora na Pomar Comunicação e Causas, colunista da Rádio Inconfidência, repórter no Diário do Comércio, coordenadora do Movimento Minas 2032 – Pela Transformação Global e integrante do Movimento por uma Cultura de Doação. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.