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O Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade 2025 divulgou os vencedores desta 6ª edição. A premiação contemplou três escolas e selecionou sete destaques de projetos alinhados aos Princípios EGG: Gentileza, Generosidade, Solidariedade, Sustentabilidade, Diversidade, Respeito e Cidadania.

O propósito do prêmio é valorizar iniciativas que promovem mudanças na sociedade, estimulando colaboração e protagonismo. “O prêmio é fundamental para formar novos cidadãos no nosso país. É um incentivo à cidadania e à defesa dos direitos humanos”, disse Joel Scala, fundador do Observatório do Terceiro Setor e um dos jurados da premiação.
Ao todo, foram 217 submissões recebidas e 34 projetos elegíveis, sendo 64,7% deles de instituições públicas. Além disso, a 6ª edição alcançou um marco relevante. Pela primeira vez, as três primeiras colocações foram conquistadas exclusivamente por escolas públicas.
“As escolas brasileiras estão dando mais um exemplo ao mundo de como construir uma sociedade mais generosa”, salientou João Paulo Vergueiro (Giving Tuesday) e jurados da premiação.
Outro destaque dessa edição foi a diversidade geográfica. Historicamente, a edição de 2025 foi a mais diversa em termos de perfil urbano dos projetos vencedores, contemplando municípios de grande metrópole (São Paulo, Rio de Janeiro), periferia metropolitana (Pinhais, Franco da Rocha), interior (Itabira, Campos dos Goytacazes, Caxias do Sul), e pequeno porte rural (Mata Grande, Pomerode).
“Foi inspirador conhecer tantas iniciativas positivas desenvolvidas por escolas de diferentes regiões do Brasil e perceber o quanto existem educadores e estudantes engajados em construir práticas que realmente fazem a diferença”, comentou , Camila Brasil (PUC-Campinas), uma das juradas.
A maior concentração de projetos recebidos está na região Sudeste (67,6%), seguida pela região Nordeste (17,6%), região Sul (11,8%) e região Centro-Oeste (2,9%). Segundo organizadores da premiação, essa pluralidade potencializa a narrativa do prêmio e demonstra que a educação sociotransformadora pode florescer em todos os contextos: urbanos e rurais, centrais e periféricos, com recursos abundantes ou escassos.
O primeiro lugar do pódio é da Escola Estadual Gentil de Albuquerque Malta, de Mata Grande, um município com cerca de 22.000 no sertão de Alagoas. A instituição realizou o Projeto Protege Caatinga, iniciativa protagonizada por estudantes do Ensino Médio para combater a desertificação, o desmatamento, as queimadas e o preconceito social no bioma da Caatinga. Por meio do engajamento comunitário, a iniciativa promoveu debates, ações de reflorestamento, práticas sustentáveis e criação de produtos ecológicos.
A segunda colocação ficou com a Escola Municipal José Gomes Vieira de Itabira, Minas Gerais, com o projeto Gentileza Transformando o Mundo. Realizado com estudantes da Educação de Tempo Integral em uma área periférica da cidade com alto índice de vulnerabilidade social, o projeto elegeu a gentileza como eixo pedagógico estruturante. Desse modo, o foco da iniciativa era combater desafios como: comportamentos agressivos, violências diversas, dificuldades de aprendizagem e questões socioambientais.
Quem fechou a terceira colocação foi o CEI Caminho do Futuro, localizado na capital paulista. A instituição desenvolveu o projeto Boneca Viajante, que surgiu como parte do Currículo Antirracista e em resposta a questionamentos sobre o projeto Bonecas Erês Brincantes.
Nessa iniciativa, as crianças do CEI e suas famílias deram novo sentido à atividade, desconstruindo estereótipos com versões mais inclusivas e representativas das bonecas, que viajaram junto com as crianças pela realidade da comunidade.
Para a jurada Débora Verdan, da Escola Aberta do Terceiro Setor/FJPN, “os projetos estão bem estruturados, com reflexão crítica da importância de cada um no território que se encontram e, sobretudo, o protagonismo dos estudantes.”
Como de costume, o prêmio também enalteceu projetos alinhados a cada um dos 7 Princípios da Educação para Gentileza e Generosidade. Confira:
Nesta edição, a tendência de crescimento esteve na região Sul, que contribuiu com 11,8% das inscrições, mas que conquistou 4 dos 7 destaques. Na visão da jurada Rachel Añón, do Ponte a Ponte, “todos os participantes são vencedores, pois são aquilo que queremos ver de bom na sociedade”.
Além dos nomes citados, participaram da avaliação do prêmio: Paulo Emílio Andrade, Jady Veríssimo, Heloísa Renata de Santana, Natalia Lanni e Paulo André Bione.
O Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade reconhece iniciativas escolares que promovem os 7 Princípios EGG em instituições de ensino de todo o país. Podem participar escolas públicas e privadas da educação infantil ao ensino médio e técnico, incluindo EJA, com projetos desenvolvidos durante o ano letivo.
Um dos indicadores mais reveladores do Prêmio EGG ao longo das suas seis edições é o retorno de escolas que já haviam sido premiadas, demonstrando o reconhecimento pela adoção continuada de uma cultura pedagógica sociotransformadora.
Vale destacar que o prêmio fortalece a implementação de políticas educacionais alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU. Sobretudo, com o ODS 4 (Educação de qualidade), que visa garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
As informações sobre a 7ª edição, prevista para 2026, serão divulgadas em breve pela organização.