21.10

2013

Terceiro setor paga menos, mas satisfaz mais

Postado por

Pesquisa da consultoria Hay Group com entidades do terceiro setor analisou a remuneração e o clima no ambiente de trabalho. O resultado mostrou que profissionais do setor ganham menos, mas 89% afirmaram sentir orgulho da ocupação. No mercado geral o número cai sete pontos percentuais.

O que tanto atrai no terceiro setor?

Cada vez mais, profissionais tentam conjugar trabalho com realizações pessoais longe da iniciativa privada.

Diante do espantoso crescimento do terceiro setor, muitos profissionais têm se perguntado como e porquê uma área que não tem o lucro como uma de suas prioridades e, portanto, não paga salários tão significativo, tem atraído tanto a atenção de diversas pessoas.

Sem dúvida, existe uma alta demanda por profissionais qualificados que possam profissionalizar e trazer práticas novas ao terceiro setor, mas como saciar essa demanda? As respostas para essa pergunta não estão nas ofertas das empresas, mas no comportamento dos profissionais que querem ingressar nesse segmento tão promissor.

Segundo Renata Filippi, diretora da Mariaca & Associates, cada vez mais os mais diversos profissionais vêm reconhecendo a importância de atuar e contribuir com o terceiro setor.

Quando já existe um projeto com o qual essas pessoas se identificam e sentem que são capazes de levar à frente, muitas vezes preferem deixar uma atuação que não lhes dá muito prazer na iniciativa privada e partir para algo que dê mais sentido às suas vidas, como trabalhar em uma fundação, ou mesmo, em uma ONG (Organização Não Governamental). “Aliado a esse reconhecimento e a esse sentimento, os profissionais se veem motivados a fazer tal migração porque sentem a necessidade de devolver um pouco à sociedade o que receberam durante a vida”, explica.

Outro aspecto fundamental na atração que os profissionais sentem pelo terceiro setor concentra-se na causa e nas ações dessas organizações. Para Cristianne Attico, que atuou por mais de 14 anos em empresas privadas e que hoje trabalha na APAE São Paulo, essa identificação com o perfil da fundação é fundamental. “Sentia que os meus objetivos não eram os mesmos da companhia. Não havia motivação pessoal”.

A vontade de conjugar seus anseios financeiros, fazendo algo que a realizasse, fez com que Cristianne optasse pelo terceiro setor. “Queria trabalhar com algo que pudesse trazer felicidade às pessoas. Quando fui chamada para minha primeira entrevista na APAE, percebi que o lugar era esse. Tive vontade de voltar, o ambiente era leve e as pessoas, receptivas”, conta.

Compartilhe:
Share on Facebook
Facebook
Tweet about this on Twitter
Twitter