07.10

2013

Seminário brasileiro do Social Good debateu novas tecnologias e inovações sociais

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<span “arial”,”sans-serif””=””>São Paulo sediou, na terça-feira (24/9), a versão brasileira de um evento sobre tecnologia e inovação social ocorrido no mesmo dia em diversos países (dos Estados Unidos ao Afeganistão, passando por Suécia, Quênia e Marrocos), em paralelo à cúpula de chefes de Estado na ONU. Trata-se do Seminário Social Good 2013, que no Brasil foi organizado pelo Instituto Voluntários em Ação (IVA) e pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICom), com apoio do IDIS.

<span “arial”,”sans-serif””=””>O <span “arial”,”sans-serif””=””>seminário<span “arial”,”sans-serif””=””> reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros para apresentarem e discutirem ações sociais em áreas como educação e desenvolvimento comunitário – tendo como eixo a temática digital que marca a iniciativa Social Good, criada em Nova Iorque para incentivar o protagonismo social e ser um contraponto ao encontro anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, sediada naquela cidade.

<span “arial”,”sans-serif””=””>A primeira plenária nacional serviu justamente para contar a história de como o Social Good veio parar no Brasil. Fernanda Bornhausen Sá, do IVA, Lúcia Dellagnelo, do ICom, Françoise Trapenard, da Fundação Telefônica Vivo, e Paulo Castro, do Instituto C&A, participaram da mesa “O movimento Social Good no Brasil e no mundo”.

<span “arial”,”sans-serif””=””>As representantes do IVA e do ICom contaram como tiveram a ideia de realizar, em Florianópolis, o primeiro Social Good nacional, em 2012. Já Françoise e Castro ressaltaram a importância de iniciativas como a do seminário para reunir pessoas em torno de ações sociais. Como disse a representante da Fundação Telefônica Vivo, “o futuro não é autoral, ele é junto”.

<span “arial”,”sans-serif””=””>Depois, a diretora do Centro de Inovação Social da Universidade de Stanford, Kriss Deiglmeier, fez uma apresentação conceitual de inovação social, que, segundo ela, teria como marca “uma solução melhor do que as anteriores para um problema”. Ela listou os estágios pelos quais deveria passar uma inovação social: identificação de problema/oportunidade; ideia; protótipo; difusão/escala. Para exemplificar, Deiglmeier usou o caso do microcrédito e do banco Grameen, de Bangladesh, vencedor do <span “arial”,”sans-serif””=””>Prêmio Nobel da Paz de 2006<span “arial”,”sans-serif””=””>.

<span “arial”,”sans-serif””=””>O painel “Versões brasileiras da inovação social nas periferias e favelas do nosso país” trouxe o foco de volta para o Brasil – mais especificamente, sobre o que é feito nas regiões periféricas das grandes cidades. Anderson França, da Universidade da Correria, mediou o encontro, que contou ainda com Aline Rodrigues (Periferia em Movimento), Luis Henrique Nascimento (Observatório de Favelas), Joaquim Melo (Banco Palmas) e Alexandre Caio (Catraca Livre). O debate mostrou que não basta impor soluções de fora para dentro nas regiões periféricas, e que estas também estão produzindo suas próprias inovações sociais, que precisam ser consideradas.

<span “arial”,”sans-serif””=””>Já a mesa “Qual o impacto social das campanhas e movimentos digitais?” abordou a influência que as novas plataformas podem ter na política e em projetos sociais. Sob mediação de Rafael Ziggy (Agência África), Alessandra Orofino, do Meu Rio; Graziela Tanaka, do Change.org; Marco Gomes, da boo-box; e Gabriella Bighetti, da Fundação Telefônica Vivo, falaram sobre seus projetos e discutiram a utilização social e política de ferramentas digitais.

<span “arial”,”sans-serif””=””>O uso da tecnologia com fins educacionais foi o foco do painel “O que os jovens nativos e cidadãos digitais querem da Educação Brasileira”. Com mediação de Daniela Pavan, do Instituto C&A, Anna Penido, do Instituto Inspirare; André Gravatá, do Coletivo Educ-Ação; Carla Mayumi, da Box 1824, e Thiago Feijão, do Qmágico, debateram as possibilidades que as novas tecnologias abrem para a área educacional. O foco foi, principalmente, a distância entre professores, que seriam mais analógicos, e alunos, que seriam digitais. Gravatá resumiu bem as discussões, ao dizer que “os estudantes, hoje, querem ser ouvidos”.

<span “arial”,”sans-serif””=””>A última mesa, “Como criar e gerar inovações sociais em empresas e organizações sociais?”, mediada por Fernanda Bornhausen Sá (IVA), trouxe o tema do investimento social corporativo. Regina Esteves Siqueira, do Centro Ruth Cardoso; Carla Belitardo, da Ericsson; Lúcia Dellagnelo, do ICom, e Pedro Sirgado, do Instituto EDP, compartilharam suas experiências na interação entre o mundo empresarial e iniciativas com fins sociais.

<span “arial”,”sans-serif””=””>O evento abriu espaço ainda para as chamadas pílulas de inovação social, que consistiram em três breves apresentações nas quais especialistas puderam expor suas iniciativas. Assim, Claudio Sassaki falou da Geekie, plataforma de aprendizado colaborativo e adaptativo. Mariana Ribeiro apresentou o Imagina na Copa, que coleta e publica iniciativas sociais de jovens de todo o país e Carla Link mostrou o VotenaWeb, plataforma de acompanhamento popular de projetos de lei.

Fonte: IDIS

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