10.02

2014

Pesquisa aponta que projetos culturais são os de maior interesse via financiamento coletivo no Brasil

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Projetos que fomentam atividades artísticas e culturais de forma independente são os que despertam maior interesse por parte das pessoas que participam de plataformas de financiamentos colaborativos pela internet.

O resultado faz parte da pesquisa “O retrato do financiamento coletivo no Brasil” lançada em janeiro pelo Catarse, maior comunidade de financiamento coletivo do Brasil, em parceria com a empresa Chorus, que atua na área de pesquisa com foco em projetos ligados à cultura e sociedade. Ao todo, 3.336 pessoas responderam ao questionário da pesquisa.

O crowdfunding – como é conhecida esta forma de financiamento – é usado para obtenção de capital, por meio das plataformas virtuais, com o objetivo de colaborar com iniciativas que vão desde pequenos negócios e startups a demandas de interesse público.

Se os projetos culturais se destacam neste setor – são a opção de 52% dos entrevistados – as iniciativas com viés social e/ou ambiental, que fortalecem comunidades de forma responsável e solidária, não ficam muito atrás. Já é a preferência de 41% dos participantes da pesquisa, seguidos por projetos com viés empreendedor, que viabilizam novas empresas, produtos e iniciativas (24%).

Atualmente, a categoria de “Comunidade”, por exemplo, é a quarta maior em números de projetos no Catarse. Já são 107 projetos dos quais 52 (49%) alcançaram a meta de financiamento.

E as oportunidades para esta área podem ser ainda maiores. Só no Catarse mais de 108 mil pessoas contribuíram com R$ 13,5 milhões para 1.600 projetos, dos quais 900 alcançaram a meta de financiamento.

Na opinião de Felipe Caruso, coordenador de Comunicação do Catarse, isso mostra que os brasileiros estão doando cada vez e apostando na transparência das iniciativas fomentadas via internet. “Dar recurso para um desconhecido por meio de um pagamento online exige confiança na plataforma, na proposta que é colocada ali e na capacidade do realizador do projeto de executá-lo. Isso significa que as plataformas de financiamento coletivo estimulam a confiança entre os indivíduos da sociedade”, acredita.

Mas, se confiar no potencial do realizador é realmente primordial para 71% dos entrevistados, para 88% dos entrevistados, a identificação com a causa é o principal fator que estimula o financiamento coletivo. A qualidade de apresentação do projeto também influi para 70%.

Além disso, a rede de contatos parece ser fundamental para uma ideia realmente conquistar apoiadores. A pesquisa definiu três círculos de apoiadores de uma campanha de financiamento coletivo, chamados “círculos de influências”. O primeiro círculo é formado por amigos e parentes de quem lança o projeto. Segundo a pesquisa, esse ciclo representa de 55% a 80% dos recursos que serão captados por um realizador. O segundo é composto pelos “amigos dos amigos” e, o terceiro, pelo interesse público. “Este último é quando um projeto ultrapassa o primeiro e o segundo círculos por trabalhar temáticas que geram comoção ou por fazerem boas campanhas a ponto de expandirem a rede de influência do projeto. Iniciativas com propostas de impacto social têm potencial para atingir esse círculo”, comenta o coordenador do Catarse.

Só para observar, o segundo lugar em interesse via financiamento coletivo no Brasil, estão às iniciativas com viés social e/ou ambiental, que fortaleçam comunidades de forma responsável e solidária.

Fonte: GIFE

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