18.11

2013

ONGs brasileiras disputam até U$ 1 milhão em ‘crowdfunding social’

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Com o objetivo de arrecadar até U$ 1 milhão para 57 ONGs de empreendedores sociais e incentivar a cultura da doação individual em todo o mundo, a Fundação Skoll, em parceira com o jornal norte-americano “The Huffington Post”, lançam o desafio mundial Social Entrepeneurs Challenge, um espécie de “crowdfunding social”.

Todas as ONGs participantes, que foram escolhidas com base no poder de replicação e alcance social, já ganharam o Prêmio Skoll de Empreendedorismo Social, entre elas, duas brasileiras: o Comitê para Democratização da Informática (CDI), de Rodrigo Baggio, e a Saúde Criança, de Vera Cordeiro, ambas integrantes da Rede Schwab de Empreendedores Sociais.

O desafio almeja que, além do valor captado por cada organização, as três maiores arrecadações ganharão prêmios extras oferecidos pela Fundação Skoll, entre outros desafios estabelecidos a cada semana pela organizadora, que podem chegar a total de U$ 1 milhão.

“O objetivo com isso é criar uma cultura de doação voluntária por meio das mídias sociais”, explica Baggio. O CDI vem se destacando na corrida do “crowdfunding social” e é a segunda ONG que mais arrecadou doações até agora: US$ 115.860.

“O Brasil é a sétima maior economia do mundo, mas, em participação cidadã, deixa a desejar. Nos Estados Unidos, o espírito comunitário é muito grande”, afirma Cordeiro, fundadora da Saúde Criança, que atualmente é a sexta ONG que mais arrecadou doações: R$ 52.770.

A corrida pelas doações vai até 22 de novembro. Até o final, a Skoll Fundation investirá mais US$ 250 mil em pequenos desafios, caso as ONGs consigam arregar o valor de US$ 500 mil. “As doações para ONGs e empreendimentos sociais está mais difícil no mundo, devido às crises econômicas mundiais”, aponta Baggio.

Para doar recursos para uma das 57 ONGs participantes de todo o mundo, é preciso cartão de crédito internacional. As contribuições vão de US$ 10 a US$ 10 mil.

<span “arial”,”sans-serif”;=”” mso-fareast-font-family:”times=”” new=”” roman”;mso-fareast-language:pt-br”=””>O QUE É O CDI<span “arial”,”sans-serif”;=”” mso-fareast-font-family:”times=”” new=”” roman”;mso-fareast-language:pt-br”=””>
O Comitê para Democratização da Informática (CDI) nasceu da constatação que o fundador, Rodrigo Baggio, de que não bastava apenas distribuir computadores para atingir a inclusão digital: era necessário capacitar as pessoas para o uso da tecnologia.

Foi assim que surgiu a primeira escola de informática da ONG, no Morro da Dona Marta, no Rio de Janeiro. Com o objetivo de estimular o empreendedorismo e a cidadania por meio da tecnologia, o CDI conseguiu atingir 780 espaço de inclusão digital no Brasil e no mundo.

Hoje o projeto de Baggio está presente em regiões de baixa renda, clínicas psiquiátricas, presídios, instituições de atendimento a portadores de deficiência, aldeias indígenas e ribeirinhas, centros de ressocialização de jovens privados de liberdade, entre outros.

SAÚDE CRIANÇA
A ONG Saúde Criança foi fundada há 22 anos pela médica Vera Cordeiro, no Rio de Janeiro. O objetivo da organização social é ajudar e promover famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social vindas de hospitais públicos.

“Nossa missão é quebrar o ciclo de reinternação nos hospitais públicos de crianças que vivem abaixo da linha da pobreza”, explica Cordeiro, que trabalha há 20 anos em um hospital público no Rio. “O ato médico não se completa se não houver uma estruturação. A doença é a ponta do iceberg: as famílias têm problemas dentro da casa”, conta.

A Saúde Criança trabalha em cinco áreas com as famílias: saúde (conceitos, doenças, remédios e palestras); educação (encaminhado para escola e reforço); cidadania (palestras, requisição de documentos); moradia (reforma da moradia e profissionalização) e geração da emprego (focando no talento que aquelas famílias têm). “A pobreza é multidimensional se não trabalhar nas cinco áreas: só há uma maquiagem na situação.”

Segundo Vera, após o projeto, houve uma queda de 60% nas internações nos hospitais onde a iniciativa está presente. Atualmente, a Saúde Criança tem quatro unidades no Rio de Janeiro, 23 em todo o Brasil e mais seis franquias sociais.

Fonte: Folha

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