18.11

2013

Escolas são fundamentais para formar, hoje, os filantropos de amanhã, diz estudo

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Colocar crianças em contato com atividades filantrópicas pode lhes trazer uma série de benefícios – além de ajudar a tornar a doação um hábito também na idade adulta. A conclusão está em um artigo publicado no site Phys.org, especializado em assuntos científicos.

No texto, intitulado “Por que se deve ensinar filantropia às crianças”, Jackie King, pesquisadora do Centro Australiano para Investimento Social e Filantropia da Swinburne University, aponta que meninas e meninos que se envolvem com ações beneficentes têm ganhos de bem-estar e maior popularidade e aceitação entre seus colegas. Essas vantagens, por sua vez, tendem a melhorar o desempenho escolar.

O principal meio de crianças e adolescentes entrarem em contato com atividades desse tipo são as escolas. Jackie cita um estudo da Charities Aid Foundation (CAF) – organização inglesa que incentiva o desenvolvimento da filantropia sobre a atitude dos jovens em relação à  filantropia. Na pesquisa feita com 500 crianças de 9 a 11 anos e 500 jovens de 16 a 18, 61% disseram que a melhor maneira de engajar em atividades  filantrópicas são programas desenvolvidos no ambiente escolar. As outras formas de incentivo a essas atividades foram mencionadas por proporção bem menor de entrevistados, como conversa com amigos (18%), interação com os pais (22%) e campanha com celebridades (30%).

A pesquisa da CAF, chamada “Growing up giving”, surgiu da constatação de que o número total de doações na Inglaterra vem caindo ao longo dos anos. Segundo outra pesquisa da mesma instituição, realizada em parceria com a Universidade de Bristol, isso ocorreria em razão de uma lacuna geracional: os jovens não estariam doando tanto quanto as pessoas de maior faixa etária. Seria preciso, portanto, incentivar a atitude filantrópica nos mais novos para retomar o ritmo de doações.

Atividade na escola

Segundo o relatório da CAF, 68% dos entrevistados consideram que os jovens deveriam dispor mais de seu tempo para ajudar o próximo. O voluntariado foi justamente o caminho escolhido pelo Colégio Guilherme Dumont Villares, de São Paulo, para incentivar seus alunos a desenvolver um protagonismo social. Há cerca de 20 anos, a escola criou o Núcleo de Educação para os Direitos Humanos. “Os jovens em São Paulo são muito alienados, e não há nada que desperte mais a cidadania do que a filantropia” argumenta a diretora, Eliana Pereira Aun.

O colégio incentiva o voluntariado para que seus alunos trabalhem em várias frentes, como asilos de idosos ou a Santa Casa de Misericórdia. O projeto mais recente surgiu de um convite da organização internacional Habitat para a Humanidade, que envolveu um grupo de estudantes na construção de casas em Heliópolis, uma das regiões mais carentes da capital paulista. “Isso ajuda a sensibilizar os jovens, faz com que eles percebam que muita gente não possui coisas que eles acham óbvias e que há pessoas decentes e trabalhadores que vivem em uma situação precária por uma contingência”, diz Eliana.

Um dos objetivos do núcleo é exatamente tentar criar nos jovens um protagonismo que eles carregarão para o resto da vida. “Nós começamos a trabalhar uma série de valores para que as crianças se tornem os empreendedores sociais do futuro”, afirma a diretora.

Fonte: IDIS

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