12.12

2013

Doa mais quem tem menos

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Estudo britânico “World Giving Index 2013”, divulgado pelo IDIS, diz que a Birmânia foi o país com o maior percentual de pessoas que doaram dinheiro para organizações sociais (85%), isto é, o ato de doar não está necessariamente atrelado à riqueza, já que dos dez países com maior proporção de pessoas que doaram dinheiro, seis não fazem parte do G20. O Reino Unido aparece em segundo lugar (76%), Malta vem em terceiro (72%) e Irlanda e Tailândia dividem a quarta posição (70%).

Na Índia, o número de pessoas que fizeram doações em dinheiro é maior que em qualquer lugar do mundo – foram 244 milhões de pessoas doando dinheiro em um único mês. O Paquistão também está entre os dez países com maior número de doadores de dinheiro, acompanhando o terceiro ano consecutivo de desastrosas enchentes que atingiram mais de cinco milhões de pessoas.

Jovens engajados

Desde 2011 o maior crescimento na participação em voluntariado tem acontecido na faixa etária de 15 a 24 anos de idade (de 18.4% em 2011 para 20.6% em 2012). Nos últimos cinco anos, esse grupo etário deixou de ser o menos envolvido em ações de voluntariado para se tornar o segundo maior.

O Turquemenistão encabeça a lista de países com maior percentual de voluntários (57%), seguido por Sri Lanka (46%), Estados Unidos (45%), Birmânia (43%) e Filipinas (43%).

Devido à grande população que segue em crescimento, aliada a um aumento significativo de pessoas entrando para o voluntariado, (de 10% para 18%), a Índia passou à frente dos Estados Unidos, com 157 milhões de pessoas fazendo trabalho voluntário em um mês típico.

Ajudando ao próximo

Em 2012 os americanos eram mais propensos a ajudar desconhecidos (77%) do que qualquer outra nacionalidade, e os Estados Unidos também possuem o terceiro maior número de pessoas que afirmam oferecer ajuda ao próximo.

Já o Qatar apresenta o segundo maior registro de indivíduos que ajudam desconhecidos (73%), seguido pela Líbia (72%), Colômbia (70%) e Senegal (68%).

A China encabeça a lista com o maior número daqueles que ajudam ao próximo, isso devido à sua grande população – mais de 373 milhões de pessoas afirmaram ajudar um desconhecido na China, em um mês típico.

O World Giving Index 2013 é um relatório amplo e consistente que revela tendências diversas que merecem ser conhecidas e avaliadas. O estudo traz ainda uma série de recomendações para governos, empresas, indivíduos e organizações da sociedade civil. A ideia é que, em um momento de incertezas e grandes mudanças econômicas, os diferentes atores do setor filantrópico possam desempenhar um papel ativo no apoio a organizações sociais. Isso permitirá que tais organizações sobrevivam e se desenvolvam mesmo durante períodos de crise, e possam, assim, continuar oferecendo à sociedade serviços que não são prestados por governos ou pelo setor privado lucrativo.

O estudo está sendo divulgado em todo o mundo por meio da rede CAF, presente em nove países (Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Bulgária, Índia, Rússia, Cingapura, África do Sul e Brasil). O IDIS é parte da Aliança Global da CAF desde 2006 (única instituição na América Latina), devido à sinergia de propósitos que estende internacionalmente o expressivo trabalho que vem desenvolvendo ao longo de quase 15 anos na área do Investimento Social Privado (ISP) no Brasil.

Fonte: Observatório do 3ºSetor

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