26.07

2017

A ética e o poder do profissional da contabilidade

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Desenvolver uma cultura de responsabilidade e de compromisso permanente é o que dará reconhecimento ao profissional da contabilidade. As organizações, privadas ou públicas, exigem a responsabilidade dos profissionais envolvidos, para colaboradores e clientes. Por isso, sempre que houver uma conduta inadequada, a consequência tem que ser a penalização, independentemente do porte ou status do envolvido.

Para muitas profissões existe um código de ética profissional, o que não é diferente para a Contabilidade. O código tem um papel fundamental nos relacionamentos e, nos tempos atuais, percebe-se cada vez mais essa necessidade do caráter e compromisso social. Sim, infelizmente o agir corretamente não vem somente do ambiente familiar, educacional e empresarial, e muitas vezes é o Código que precisa limitar as ações inadequadas.

Por isso, torna-se premente que os atuais códigos existentes sejam dinâmicos, com normas revisadas e atualizadas com base nas novas experiências financeiras, de negócios, ambientais e sociais, para que possamos alertar a sociedade que estamos atentos e determinados a seguir uma regra de conduta que a beneficie por completo. Isso independe do cargo ocupado e, por que não dizer, da classe política, à qual se chega por iniciativa popular, com poderes outorgados para representar a própria sociedade no interesse comum e não de poucos.

Todas as profissões têm seu risco, que inclui o aspecto técnico e a responsabilidade do resultado, a ser assumida e vista como a credibilidade do negócio. Um dos riscos é o mau diagnóstico de um profissional, que atinge toda a classe. Mas, no caso dos profissionais da contabilidade, constata-se que são confrontados diariamente com situações complexas que, frequentemente, envolvem questões relevantes de ética, não só as Normas da Contabilidade. É preciso sempre ter presente o princípio da ética nos atos.

Mas, antes de ser profissional, o homem é cidadão. Se faltam virtudes ao cidadão, faltarão certamente ao profissional. Assim, é importante avaliar todo o conjunto de deveres que devem nortear a conduta do indivíduo e profissional contratado, agir com boa fé sem interesses ocultos, cumprir o seu trabalho de maneira justa e honesta, tratando a todos com atenção, dignidade, responsabilidade e respeito.

Na Academia, o ensino da ética ao futuro profissional deve fazer parte obrigatoriamente dos ensinamentos. Na Contabilidade, o objetivo deve ser manter a profissão num elevado nível de dignidade, orientando os profissionais nas relações com os outros.

Muito se deve exigir dos profissionais da contabilidade. E o desenvolvimento de cada um deve focar-se no aspecto técnico e de conhecimento da Contabilidade, mas também na cultura da responsabilidade. É isso que trará poder à Contabilidade: responsabilização por falhas, inclusive as infringentes ao Código de Ética. Só assim a opinião pública verá a classe como um diferencial para sua vida.


Presidente do Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo.

Bacharel em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Controladoria, é empresário da Contabilidade e membro da Academia Paulista da Contabilidade. Foi conselheiro no Sindicato dos Contabilistas de São Paulo e presidente da Apae Diadema. Presidiu a Associação Comercial e Empresarial de Diadema e integra o Conselho de Assuntos Tributários da Fecomércio (SP). É presidente do CRCSP.

 

Fonte: CRC -SP

 

 

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